Visualizações de página do mês passado

domingo, 18 de outubro de 2009

Racismo e discriminação racial: diferenças


Sociologia. (livro do Ali Kamel - diretor da Rede Globo)
No Brasil 42,6% da população é de cor ou raça parda, conforme Relatório do IBGE, 2006. Isto significa que, de cada 10 pessoas em uma sala de aula 4 deveria ser negras ou pardas. Donde estão estas pessoas de cor ou raça parda? Na sala de aula de 20 temos 1. Será que os negros são ociosos e não predispostos ao estudo? Ou falta de oportunidade ou condições para tal empreendimento?
Na outra ponta, ao falar sobre racismo ou discriminação racial a maioria diz que não comete tal ato, pois considera o negro e o branco como iguais. Na realidade tal discurso não se efetiva na prática. Onde estão os negros no Banco do Brasil, CEF, gerente de grandes empresas, etc.? O racismo e a discriminação existe e é disfarçado. O que é racismo e discriminação? Qual a diferença? No Relatório das desigualdades raciais no Brasil 2007-2008, aponta que racismo associa práticas sociais e culturais a determinado povo como se fosse de sua natureza inata e não condicionantes de fatores histórico-sociais. O racismo cultural associa um grupo de pessoas ter cor de pele e traços fisicos (branco, negro, indígena ou amarelo) como se determinasse o seu modo ser individual e coletivo como pior ou melhor. O racismo é a identificação social(conceitual) no grupo como inferior, pior na relação com outro.
A discriminação racial é ato, quando a pessoa a partir de conceitos racista toma atitude, postura que efetiva tal concepção de ser inferior e superior, fraco e forte, pior e melhor, impuro e puro, considerando a cor da pele e os traços físicos.
A discussão sobre cotas raciais e a rejeição advém do desconhecimento e do medo do conflito em assumir que é racista e discriminador. Assumir uma atitude que os conceitos interno - fundamentação conceitural e moral - digladiam a rejeição.
A cultura negra na sua origem africana e posteriormente na condição de escravizada a identidade negra se firmou como reação a unificação cultural branca e o etnocentrismo. Os negros não se identificavam como diferentes. A cultura negra se mesclou sincreticamente com os amerindios e europeu e se amalgamou com a propria cultura brasileira. a cultura negra é vista aspectos dos grupos folclóricos: carnaval, capoeira, etc. A ação do negro só é valida de passar pelo filtro do dominante branco, ou do braquecedor. No carnaval quem observa no camarote são a maioria branca, com a cultura européia que observa os negros e seus aliados culturais ou afro-descendentes.
Nem todos os negros se identificam com sua origem afro-descendente e das lutas contra a escravidão, racismo e liberdade, afirma o Relatório das desigualdade raciais, da UFRJ(2009),expressando a ideologia racista à brasileira. Alguns negros dizem: 'sou contra a política das cotas porque é uma forma de racismo, considerando que o negro é um inferior'. Tal premissa trata a política pública de combate ao racismo é algo individual e não coletiva ou de ação pública do Estado. OS desiguais em condições devem ser tratados (presente) nas mesmas condições como se fosse (futuro)iguais.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Os (des)caminhos da educação e a idiotia


......................................Educação - Os limites na educação advém de quatro vetores em que associam situações materiais e imateriais, e conceituais. O primeiro vetor são as instituições de ensino que não dispõem dos meios necessários para o ato de ensino-aprendizagem, ou aprendência (Asmann,2006), desde a educação infantil, fundamental, médio e superior, no município, estado e União. O segundo, são as formas de financiamento e partilha dos recursos com um sistema de gestão e controle que é burocrático e não social. Os atores responsáveis pela educação (família e alunos, Estado, acrescidos de professores e demais servidores - cf. LDB, lei nº 9.394/96)não participam do processo. Os valores orçados e aplicado em cada IE (instituição de ensino) não tem a devida publicidade e participação popular. Sugerimos que cada família recebe em casa, pelo correio, informe sobre os valores e que o Estado motive a participar na elaboração dos projetos e controle dos recursos. Nos setores populares acredito que haverá massiva participação se perceberem seriedade na proposta e não uso político eleitoral. As escolas públicas foram privatizadas para os interesses das oligarquias locais (72% dos pequenos municípios) e para o capital. As privadas para resguardar o 'darwinismo social' e o status quo da classe média decadente que sobrevive a ilusão de ser 'opinião pública'.

O terceiro vetor advém da fragmentação, divisão, obscuridade des-unidade conceitual quanto as razões antropológicas, filosóficas e teleológicas da educação e da prática pedagógica docente. Os docentes não estão em crise. Observem a reação da PUC, USP, Universidades estaduais. As escolas de formação docente de-formam, pois estão pautados numa teoria que justificam a prática baseado no primado do 'formação para o capital' e 'socialização para a harmonia social'. A contradição é anomia. O liberalismo pedagógico transmuta para o idealismo hegeliano. O último vetor é a Mídia local e nacional que dissemina a ideologia do 'futuricídio' - morte do futuro. O quadro de morte acrescido de violência tecem as relações educacionais dando-lhe uma identidade, e o quadro de viva - os projetos sociais significativos - são tratados pela mídia como periféricos, por isso o Brasil melhorou mas tal a escola continua péssima, e os resultados das notas da Prova Brasil são expressões de tal - quadro da morte. Ou interpretamos a realidade ou nos devora. A solução do Brasil não passa pela educação (superestrutura) mas sim pela economia e pela descentralização da propriedade. Estamos engatinhando, rumo a escola, digo educação.

Prof. Joaquim Pacheco de Lima

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Filiação partidária: projeto de sociedade ou pessoal?

POLÍTICA - O ministro Celso Amorin, das RElações Exteriores, filia-se ao PT.
As críticas ao ministro pela explicitação da opção política deve ter em pauta os seguinte cuidados(pressupostos): – qual o conceito de partido? O que é ideologia? Qual o projeto de sociedade que estão se plasmando entre os grupos sociais e atores históricos? Na complexidade do real há na sociedade brasileira três ou no máximo quatro correntes de pensamento e as outras são apêndice ou ramos (igrejas denominacional) de uma ou outra linha.
A fragmentação dos grupos institucionais políticos dos parte da estratégia de predomínio da oligarquia e aristocracia na preservação do poder. A ‘demonização’ da organização política cunhando prejorativamente como ideologia no sentido negativo nada mais é que medo de des-cobrir a ‘ideologia’ de manutenção de um modo de dominação desde os lusitanos, vide o jurista Raimundo Faoro em ‘Os donos do poder: a formação do estado patronialista’ (1966).

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Os ANTI-LULAS ou anti-povo e anti futuro

Cultura Política. Após a apresentação do presidente Lula, em rede nacional de TV, 05/09/2009, sobre o Pré-sal em que didaticamente expos o projeto com objetivo de aplicar os resultados em educação, ciência e tecnologia, e desenvolvimento humano recebeu crítica da mídia corporativa, vide manchete do jornal Estado de São Paulo - Estadão em 07/09/2009.

Lula pede mobilização contra ''interesses menores'' no pré-salEm pronunciamento em cadeia de rádio e TV, Lula defende pressão sobre deputados e senadores


Vejam o comentário de um leitor do Estadão, anti-lula.

O Brasil está definitivamente apartado em dois tipos de cidadãos. OS MANIPULADOS são a maioria que apoia e mistifica o graannde herói macunaímico Sr. Lula Ignaro da Silva. OS NÃO-MANIPULADOS são minoria e estão necessitando relaxar do distress causado pela consciência da catástrofe separatista inevitável que se aproxima. Os manipulados são analfabetos integrais ou funcionais sem informação e/ou sem capacidade de discernir o que é enganação política ou proposta honesta de desenvolvimento amplo. São geralmente pobres ou se locupletam de privilégios da nomenklatura, licitações fraudulentas, etc. e são manipulados com o prazer de enriquecer. E assim, de pré-sal e biocombustíveis, de promessa ilusória em mais promessa ilusória, a nação separada caminha célere rumo ao socialismo totalitarista da nova espécie “manipuladura”. O realmente lamentável nessa estória é que haverá uma dolorosa frustração quando as promessas não cumpridas forem claras. E uma nação mais sofrida e pobre em vários aspectos importantes

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Gripe A (H1N1) - Estão negociando com a saúde de nossos filhos.

SAÚDE. "Nunca aceitemos manter num estado paranóico e sufocador.' 'Porque estão jogando com nos outros, estão negociando com a sua saúde e a saúde de seus filhos.', conforme o vídeo do Youtube(2009), de Julian Alterini, argentino.

Vale a pena assistir: http://www.youtube.com/watch?v=CcgCBiyGljM&feature=player_embedded

Fico preocupado com o poder da mídia, neste caso. Os governos (estadual - representado pelo secretário de estado, cambeense, Dr. Gilberto Martins, colega das lutas políticas, médico sanitarista sério; e pelo federal, ministro da Saúde, técnico, idem sério e responsável, que não trata a saúde com questão política de poder) estão amarrados. Será? ou é medo de um poder que é concedido a alguém que não tem legimidade para tal, considerando sua postura antiética. A multidão caminha nos holofotes da mídia, pois o contraditório não se apresenta.

Assista o vídeo novamente e faça uma revisão. É preciso agir. As escolas pararam, mas o shopping, o futebol, as empresas com os transporte coletivos, as igrejas e outros espaços continuam. É o simulacro. E tem gente que acredita.
Esperança, chegará um dia que o contraditório, e 'verdade liberta', aparecerá.

sábado, 25 de julho de 2009

A JUVENTUDE NA BUSCA DA LIBERDADE




SOCIOLOGIA - Com a divulgação do IHA - Indíce de Homicídio do Adolescentes - pesquisa patrocinada pelo UNICEF/e Ministério da Justiça, em que demonstrou que a cada dia morrerá 13 jovensa até 2013 é necessário levantar algumas indagações frente as indignações, que a mídia corporativa (Globo, Marinho, S.Santos, Mesquista, Saad) e seus afiliados, não jogam tintas/imagens/sons para esclarecer.
A citada pesquisa embora delimita adolescentes na faixa etária de 12-17 anos, mas cabe investigar os jovens de 15-24 anos, ampliando a faixa. O homicídio juvenil aumenta. Eis algumas perguntas:
- Quais são as causas de tal fenômeno social?
- Quais equivocos os atores sociais (Estado, família, comunidade, sociedade) mediadores da juventude estão cometendo?
- As reflexões (PDE) e ações do Estado no ambito da educação sinalizam respostas as demandas do homicídio juvenil?

Acesse o site da Unicef e leia sobre o estudo do IHA http://www.unicef.org/brazil/pt/IHA.pdf ,
Acesse o site do MEC e veja o documento preparatório da Conferência Nacional da Educação - CONAE, www.mec.gov.br.

A partir de minha mísera experiência com jovens em situaçõa de risco (educador de rua, coordenador de projeto socioeducacional, projovem, e pesquisa sobre juventude, tenho a tese de que a razão de tal problemática está na busca da Liberdade. Os paradigma da modernidade e do neoliberalismo cimentaram conceitos e perspectivas de vida induzindo o jovem por caminhos obscuros, fragmentados e movediços.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Saida de Sarney do Senado e o Simulacro



Política. A saída do José Sarney da presidência do Senado após denúncia de improbidade administrativa e corrupção cuja mídia corporativa em uníssono blandiram nada mais é que um simulacro. O pedido da mídia e do senador mais sujo Arthur Virgílio (PSDB-AM) é uma forma de dissimulada de esconder os outros senadores envolvidos em tal ato ilícito.


Tal fato deve provocar uma reflexão essencial: qual o papel e função do Senado? Na atualidade é uma cópia precariamente feita da Câmara Federal. A forma de composição é hilariante, visa firmar oligarquia e cimentar o 'mandonismo' tão criticado por Raimundo Faooro, na clássica obra 'Os donos do poder'.

sábado, 27 de junho de 2009

Os modelos econômicos: neocon; proteção social; 'socialista'.


Economia. É notório no Brasil três modelos econômicos implantados, em processo de implantação e outro em projeto. O modelo econômico conservador/neoliberal, o de proteção social e sustentável, e o(s) 'socialista(s)' tentam construir justificativas na busca da sua factibilidade. O presidente Lula na sua passagem por Londrina (24/06) ao lançar o Plano Agrícola 2010-2011 disse que seu projeto é tornar a classe pobre em classe média e consumidora. Negou a diferença entre agricultura familiar e agronegócio. A parte a estratégia lulista de conformar o seu discurso conforme o público na busca da hegemonia ideológica evitando a fricção desnecessária para gestão do poder.


O programa político do PSDB na TV (dia 25/06) foi expôs a visão neoliberal de poder. As administrações públicas do PSDB e DEM primam pela implementação do modelo conservador de poder e neoliberal na economia, isto é, reforça os poderes dos oligargas locais nas relações do micro poder e nepostismo, e por outro lado a redução do Estado e ampliação do poder mediador do mercado.

Os ditos 'socialistas' debatem a proposta de um poder ideal longe da oligarquia nas relações de poder e de produção pela via da distribuição da propriedade e da produção. A marca do novo advém do fortalecimento do poder comunitário por meio da sociedade civil autônoma e independente. Se a política é a arte de tornar possível o impossível, descobrir o possível no impossível é a arte. Os socialista são entre aspas devido a diversidades de correntes.

Protesto contra a violência - os ricos: ja aos pobres aceitem.


Ao ler a manchete da Folha de Londrina (27/06/2009): Londrinenses protestam contra violência Assassinato de empresário mobiliza comerciantes; pela manhã, ato foi organizado por familiares de bombeiro morto em acidente , na condição de pesquisador sobre a violência infanto juvenil e reação da comunidade e sociedade, cotidianamente neste ano de 2009 vasculho jornais, revistas e faço contato com organismo sociais, percebo que a ideologia de exclusão social e de classe é predominante. A demanda por segurança pública pautada pela mídia é os da classe de cima. Todo dia morre várias pessoas inocentes, vítimas de crimes contra a pessoa ou a propriedade. É meramente citado em nota de página os jornais. Qual a classe dessas des-infelizes vítima? A classe dos de baixo - subalternas. Não há manifestação, mas sim acomodação, conformismo. É o destino. Não há nada da fazer. A mensagem é de que 'o fenômeno da violência social, a inoperância do Estado e de mobilização contestatória da sociedade é ineficaz considerando a 'força e poder' dos organismos e grupos de poder. Cabe ao subalterno, enquanto indivíduo ou grupo comunitário aceitar tal situação. Ao contrário da outra classe - os de cima - ou os do meio.
A eles a mídia amplia o som da ação contestatória. Em Londrina o Rádio Paiquere FM, por meio de seu diretor Ricardo Espinoza, autorizou o presidente do Conselho Municipal de Segurança, Claudio, a promover reunião com entidades da sociedade civil e organismo público para debater o assunto e proporcionará divulgação e apoio ao evento. Disse Espinoza: 'chega de falatório, é hora do fazetório'. Brilhante a atitude do radialista católico. Neste e outros eventos tem manifestado atitude favorável aos setores populares. Aos movimentos das comunidades a mídia, em geral, tem dedicado pouca atenção.
A reação da comunidade contra a violência, dos setores marginais da sociedade e do Estado, tem sido de criminalização. Em São Paulo na comunidade Heliópolis e n oRio de Janeiro a reação a violência policial foram tratados como ação de traficantes. Com as denúncias e a investigação promovida pelos setores dos direitos humanos somente na blogosfera houve espaço de divulgação e formação de idéias na relação juízo de fato x juízo ético.
O sentimento de quem indigna-se com a violência a qualquer pessoa - ceifando a vida, e percebe-se a seletividade é de revolta contra a mídia corporativa que é de classe. A classe dos de cima. O de baixo - subalternos - percebem tal ato que cimenta a 'apartação social' cingindo uma sociedade dividida sem dialogo e parceria na luta contra a desigualdade social, conforme artigo 3º na Constituição Federal.