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sábado, 29 de novembro de 2008

Consumo e consumismo. Eis o Natal.


Adotar uma criança de uma creche para doar um brinquedo. Consumo ou consumismo? Consumismo sustentável. Uma aluna de Pedagogia solicitou aos colegas e ao professor adotar uma criança de uma creche da periferia, onde trabalhoa, para doar um briquedo. Na hora de comprar foi um dilema. O que? Qual o critério para escolha? A ideologia veio a minha mente e briguei com a filósofa Marilena Chauí (1983).
A ideologia do [consumismo] é ilusão, isto é, abstração e inversão da realidade, ela permanece sempre no plano imediato do aparecer social. Ora, ao falarmos do fetichismo da mercadoria. o aparecer social não é algo falso e errado, mas é o modo ocmo o processo social aparece para a consciência direta dos homens. Isto é, a ideologia do [consumo] possui uma base real, só que esta base está de ponta-cabeça, é a aparência social. ' E viva Karl Marx.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A crise, cuidado!!!! - Há,há,há, há, há... É mentira?


Espantei, domingo 16/11 - no 'Fantástico', com o grito de des-(des)mobilização da campanha do risco do Brasil - ' estamos em crise, cuidado, o que o governo fala não tem sentido.' Tal sandice de campanha estava proporcionando um clima negativo nos negócios de queda, medo, insegurança no consumo. Afirma o 'especialista', economista selecionado: 'o capitalismo vive de consumo. A burguesia comercial, e industrial reagiu, vide reunião da FIESP, no dia 09/11/ em São Paulo, cuja decisão foi de alavancar o consumo. A campanha pró Serra deixa para o próximo ano. A estratégia foi de apresentar 'o ex-futuro presidente não eleito' com imagens positivas e propositivas. Os blogs alternativos (NASSIF, Asenha, Eduardo Guimaraes, e outros tantos) colocaram o dedo na ferida, e a ideologia não pode apresentar contradição e incoerência (vide a postura 'imbecilizada' da mídia na defesa do tiro, que não houve, no caso Lindemberg em Santo André-SP).


Quem gosta de simulacro e similitudes, numa abordagem de humor intelectual, assista o vídeo que trata sobre a crise financeira americana. É de humor clique aquihttp://http//www.dailymotion.com/swf/k2GEzYKbv1P6IUHSpY .


Ainda tem gente que acredita no papo da mídia.

sábado, 8 de novembro de 2008

INDIGNAÇÃO SOBRE O PODER DA ELITE(minoria)


Por 10 x 0 votos o STF inocenta Dantas com aprovação da decisão do HC (habeas corpus) a favor do banqueiro Daniel V. Dantas, votação ocorrida dia 05/11. Além de promover a caça pela PF ao delegado Protógenes Queirós, e acusação ao juiz federal Fausto de Sanctis. O juízo ético move a INDIGNAÇÃO. Leia a opinião do jornalista Azenha.


TODO MUNDO É ESPERTO. SÓ VOCÊ, LEITOR, É IDIOTA
Atualizado em 08 de novembro de 2008 às 08:07 Publicado em 07 de novembro de 2008 às 19:44
Seria cômico, não fosse trágico e patético, o uso de instituições do Estado para proteger um banqueiro, com a devida cobertura midiática.
O governo Lula está envolvido até a medula na tentativa de desmoralizar aqueles que ousaram investigar o banqueiro, cujos crimes têm a obviedade de uma propina de um milhão de reais em dinheiro.
O ministro da Justiça, Tarso Genro, é co-responsável pela patifaria. Já imaginaram se a PF fosse fazer buscas nas casas de todas as autoridades que vazaram informações para jornalistas? Isso é absolutamente corriqueiro. E o delegado Edmilson Bruno, aquele que vazou as fotos do dinheiro dos aloprados para os jornalistas na véspera do primeiro turno da eleição presidencial de 2006? Houve busca e apreensão na casa dele?
É óbvio que a PF está sendo usada numa tentativa descarada de intimidar o delegado Protógenes Queiroz. É um absurdo que o ministro da Justiça, Tarso Genro, seja conivente com isso. Não há outro nome para definir o que está acontecendo: uma patifaria. Com a silenciosa aquiescência do presidente da República, que está desmoralizando a Polícia Federal e se associando ao que há de mais podre na política brasileira.
Lula dá corda àqueles que pretendem enforcá-lo, se já não o fizeram. Começo a concordar com PHA: o presidente da República "caiu para dentro". Abdicou do governo. Assiste a tudo impassível. Com certeza está fazendo os devidos cálculos políticos, pensando "naquilo", 2014. Será atropelado pelos acontecimentos. Não vai fazer o sucessor em 2010. Nem voltará em 2014. Não acredito que o presidente da República seja ingênuo: assim que ele tirar os pés do Palácio do Planalto será devidamente "desconstruído" pela mídia brasileira.
Lula não fará o sucessor em 2010 pelo simples fato de que, em nome de seus próprios objetivos pessoais, joga todos os aliados aos leões, sempre que é conveniente. Penso em termos estritamente políticos: quem é que vai se aliar ao Lula se acredita que o presidente da República trata aliados como "descartáveis"? Quem é o homem-forte do governo Lula neste momento? O ministro da Defesa, Nelson Jobim, que outro dia posou sorridente ao lado do governador José Serra e do prefeito Gilberto Kassab. Os três "despacharam" sobre os aeroportos de São Paulo. Será que Lula acredita que o ministro Jobim serve a ele? Contem outra...
O próprio presidente da República já disse que nunca foi de esquerda. Faz sentido, quando se vê Lula disputando a direita com José Serra. Só há uma explicação para o comportamento de Lula: ele quer posicionar sua candidata como a verdadeira merecedora da confiança do empresariado paulista. Sabe que esse empresariado desconfia de Serra. Paulo Lacerda? Protógenes? ABIN? Às favas com essa gente. Prender empresário que pode financiar minha candidata? Enlouqueceram?
O que o presidente da República, com toda a sua esperteza e sagacidade, não parece ter percebido, é que Gilberto Kassab ensaiou, na campanha municipal paulistana, o movimento que José Serra fará em sua própria campanha: endossar os programas sociais. É o lulismo sem Lula. O vergonhoso comportamento do governo Lula ao longo da operação Satiagraha pode custar só meia dúzia de votos à esquerda, mas não rende nenhum à direita. O que Lula tem a ganhar? Financiamento de campanha? O apoio do empresariado, com a garantia de que ele não mexe mais com "os de cima"?
Enquanto isso, a mídia continua servindo à mistificação. Do Valor Econômico, a respeito da decisão do STF sobre o habeas dantas: "O processo de Dantas chegou ao STF em junho, antes do início da operação, pois o banqueiro soube pelos jornais (grifo meu) que estava sob investigação da PF e ingressou com um pedido preventivo de habeas corpus".
Pelos jornais? O Valor Econômico poderia ter dito a verdade a seus leitores: soube pela Folha de S. Paulo, que prestou serviço a um patrocinador.
AQUI, COMO A FOLHA "AVISOU" DANTAS, QUE USOU A "NOTÍCIA" PARA PEDIR O HABEAS DANTAS PREVENTIVO.
Eles -- todos eles, inclusive o presidente da República -- acham que são espertos. Só nós é que somos idiotas.
PS 1: Se a revista "Veja" foi capaz de dar credibilidade ao falso dossiê com as contas de integrantes do governo Lula no Exterior (leia aqui), o que não fará com os dossiês que receber diretamente do presidente Serra? Repiro: a elite brasileira demolirá Lula assim que ele tirar os pés do Planalto.


Prof. Joaquim P. de Lima.

domingo, 2 de novembro de 2008

A crise financeira dos EUA e Brasil: razões e consequências

No debate sobre a Crise Financeira realizada na I Semana de Administração da Faculdade Uninorte, Londrina, no dia 30/10, auditório lotado. Os debatedores foram: Prof. Henrique Sachetin (economista, especialista em Bolsa), Prof. Laércio Rodrigues (economista, especialista em Mercado de Trabalho), Prof. Marco Arbex (economista, especialista em Marketing), Prof. José Luis Dalto (economista, especialista em O&M), Prof. Joaquim P. de Lima (sociólogo, filósofo, especialista em Políticas Públicas), todos docentes da Uninorte. O prof. Laércio introduziu conceituando economia e sua relação com a crise financeira e o sistema financeiro. Em seguida, o prof. Arbex destacou a origem da crise a os ciclos de crise do capitalismo. O prof. Sachetin relacionou a crise com a economia mundial, as bolsas e o neoliberalismo. Salientou a descrença na fala do Governo Lula e elogiou o presidente do BC, Henrique Meirelles, na condução da economia. No contraponto, o sociólogo, prof. Joaquim Lima, provocou se as consequências da crise são de fato como a mídia prescreve ou é fruto de ideologia e relações de poder? Apontou que a crise, tal como afirma o economista americano I. Wallenstein, faz parte do movimento do Sistema Mundial, e a crise do paradigma neoliberal da não-intervenção do Estado no mercado. A mídia cria um clima de desaceleração, de aumento de inflação, risco, com o intuito político eleitoral visando 2010.

domingo, 26 de outubro de 2008

A FOLHA DE SÃO PAULO - ELEGE QUEMSABE/SERRA

Enviado por: OSWALDO
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Quando sai de casa hoje pela manhã, encontro o jornal, folha de São Paulo jogado no quintal pelo entregador ?Não assino, deve ser erro, não, não foi erro, foi entreque geral no bairro.Abro o jornal e para meu espanto.Metade da 1º pagina superior.Silhueta da Marta a esquerda 40% e do Kassab a direita 60% com a sequinte manchete de lado a ladoDATA FOLHA APONTA VITÒRIA DE KASSAB.Nunca assinei, nunca recebi gratuitamente.No dia da votação vem esse planfleto pró Kassab, é a folha e toda mídia elegendo o Kassab.Um golpe branco. Não posso aceitar essa manipulção e direcionamento.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

SP - 'loucademia de polícia x policia' e o ex-presidente do futuro.

O 'ex-presidente do futuro' - Jose Serra, cometeu alguns erros táticos e estratégicos ao expressar não saber Negociar com movimentos sociais e sindicais. São atores políticos que merecem respeito, veja comentário no site do Nassif.

'A falta de cintura de Serra
A posição do governador José Serra na greve dos policiais civis, repetindo o comportamento na greve da USP, demonstra que precisará avançar muito se quiser ser o candidato da conciliação.
Nos últimos 15 anos, o país foi governado por dois conciliadores, FHC e Lula. É condição imprescindível. Em guerra, o país se torna ingovernável, como demonstra o governo Fernando Collor.
Serra tem uma dificuldade invencível em negociar sob pressão. E sempre tem uma explicação para qualquer movimento: é político e coordenado pelo PT. Que seja! Isso é uma explicação, não uma justificativa para a falta de ação do governo. Todo movimento, meramente reivindicativo ou com motivação política, cresce com a intransigência dos governantes em negociar.
É sabido que a Polícia Civil de São Paulo tem salários baixos. Um aceno, de uma política de cargos e salários que repusesse o valor a médio prazo, bastaria para conter eventuais radicalismos do movimento.
No confronto, não tem ganhadores. Se cede, o governo do Estado é derrotado. Se não cede, a população terá que ser atendida por uma Polícia Civil derrotada e humilhada.
A continuar nessa miopia, sua candidatura será a do confronto. E, se vitorioso, seu governo será de quatro anos de guerra.
Agora, é evidente que policiais armados caminhando em direção ao Palácio Bandeirantes é um abuso. Depois que a situação chegou onde chegou, não havia alternativas. Mesmo tendo razão em suas reivindicações, os policiais que foram armados à manifestação precisarão ser devidamente enquadrados.
Por Luiz Eduardo
Enquanto o Serra dá mais uma prova da falta de jogo de cintura, o Aécio, em resposta à Dora Kramer, que o criticara pela aliança com o PT em BH (um "truque engendrado"), revela uma abertura que, sendo sincera e perseguida com coerência e "jogo de cintura", só faria bem ao país. Como tenho o mau hábito de acreditar na boa-fé das pessoas até prova em contrário, creio na dele. Segue um apanhado da resposta.
"[Defendo] a crença de que devemos trabalhar pela criação de uma convergência, mais ampla, de centro-esquerda, capaz de garantir as condições para a realização das reformas que o País aguarda há tanto tempo.
"Acredito, sim, que existem identidades entre setores do PSDB e do PT que, se explicitadas, podem contribuir para a criação de um novo ambiente político. Acredito que precisamos romper com um maniqueísmo mesquinho que domina a cena política atual, no qual um partido se opõe necessariamente ao outro pautado, muitas vezes, apenas por uma lógica de alternância de poder.
Nunca pretendi, como você disse, a "convergência total", até porque isso seria tão artificial quanto autoritário.
Nunca defendi a anulação das divergências políticas do debate nem a fusão dos partidos... Defendo que as diferenças políticas e partidárias permaneçam claras. Mas defendo também que sejamos capazes, em nome do País, de identificar e aprofundar nossas semelhanças ao invés de apostar apenas em aprofundar as nossas diferenças." Clique aqui
Por Ivanisa
Há uma grande liderança que não está sendo lembrada. Para evitar confrontos, que acabam por afetar a população paulistana, é preciso ter dos dois lados negociadores experientes, que não têm preconceitos, que reconhecem a representatividade dos movimentos grevistas e suas pautas. É surpreendente que um governador que foi presidente da UNE não tenha se preparado para a negociação.
O Presidente da CUT, Artur Henrique, é uma liderança preparada para o diálogo e o Secretário de Governo, Aloisio Nunes Ferreira, também. Se houve confronto é porque os ocupantes da máquina pública do Estado de São Paulo não conseguem mais ter visão de conjunto, estão mais preocupados com estratégias eleitorais, ao acusarem centrais sindicais.
Movimentos sindicais e sociais não nascem de um dia para o outro, mas se formam e se fortalecem sobre reivindicações justas e são muito representativos. Estudam, debatem, têm uma formação teórica e prática que os preparam para a conquista de direitos sociais. Têm uma função fundamental para o processo de democratização do país. Não é um gestor que toma a iniciativa. É preciso que a sociedade organizada represente os direitos de trabalhadores e cidadãos e se manifeste com liberdade. O impedimento de aproximação ao Palácio gera confronto, o policiamento ostensivo gera confronto. Aloísio Nunes Ferreira sabe disso. A mídia em nosso país ainda não está acostumada a valorizar os movimentos sindicais e sociais, enxerga-os como adversários. Do que e de quem?'

domingo, 12 de outubro de 2008

Os jornais estão perdendo a racionalidade. É triste!!!

Ao ler a Folha de Londrina e a revista parceira - indignado - enviei a seguinte mensagem para o Portal Bonde, do jornal. Os jornais estão perdendo a sua credibilidade. Data 13/10/2008 - 00:45

'O sol é o melhor desinfetante'.

"Este é o meu primeiro acesso a "Revista Capital" e saio com a impressão que a imprensa é tucana. Não sou filiado a nenhum partido, sou professor universitário, mas ao ler a home da revista vejo que apresentam os tucanos com imagem positiva - 'do bem', e os opositores 'Dilma, Lula, Tarso -Rolando Lero - e "velho" Antonio Belinati' (candidato a prefeito de Londrina) com imagem negativa. Um jornal panfletário - parcial - perde a credibilidade com o leitor. Ideologia não é possível viabiliza-la com tamanha contradição, expressando interesses de classes. Um jornal e a profissão de jornalista na mesma identidade que 'profissional do sexo' é triste para não dizer frágil e expoe o péssimo comerciante. Ou o mesmo fez a opção profissional acima citada."

A mensagem será editado pelo jornal/revista? Vou aguardar.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Política: dissimulam projetos e interesses.


Política & Eleição. Assistindo o debate na TV dos candidatos prefeituráveis nos municípios de médio porte percebo três variáveis em conexões: 1. identidade; 2.demanda; 3.negação. Os candidatos ao cargo majoritário municipal são agrupados em defensores da ordem desigual (os trochas); os mantenedores (os biguás); e os mudancistas (os 'zelotes'). Os últimos identificam com os detratores da ordem na desordem. O anti-Estado deve corroer o Estado e construir metafísicamente o Estado transcedente. O do meio foca no Estado a revelia dos outros atores da sociedade civil pois está em estágio de endoginia. Por último, o primeiro na defesa do dogma da liberdade e da desigualdade orgânica e natural, com impossibilidade de tornar factível o possível, identidade firma nos interesses da sociedade civil, isto é, particular. O indivíduo é superior que a coletividade. A multidão e ignara.
2. A demanda delimitada pelos candidatos, enquanto necessidade do 'outro', ocorre no universo da factibilidade. Os candidatos do PT e do PMDB caminham na mesma ponte mas com camisetas diferente. O dualismo do olhar tucano e pefellista (demo) estão meclados por um vel de fel. O desejo do 'outro' é do outro, por isso é apenas um objeto que subjetivamente utilizo como meio para satisfação do meu desejo - desejo de poder.
3. A negação. No distanciamento entre o lugar social dos candidatos e o olhar ocorre o destinatário do fazer político há uma negação do sujeito e objeto e do objeto, na condição de sujeito, descarta o objeto (sujeito). Objetivamente a negatividade produz uma negação da negação. O ínclito político não percebe objetivamente o outro. A ação social com relação a valores (Weber) subjaz sem sentido e motivos racionais. O antagonismo (implícito) entre os projetos político macros não aparecem devido a negação da negação e tudo se torna um simulacro.
As conexões entre a identidade, demanda e negação dos candidatos prefeituráves nos médios municípios do sul do Brasil ocorrem na dissimulação de poder grupal, efêmero e momentâneo. Por outro lado escondem, inconscientemente, projetos antagônicos de sociedade possível, tal como se expressam os grupos representados nos governos dos estados norte-americanos, aliados e britânico; os dos sul-americanos (Brasil, Argentina, Venezuela, Bolivia, Equador, etc); os europeus, os orientais, russos, etc. A representação política representa interesses de classes, só não percebe quem não quer ver.

domingo, 21 de setembro de 2008

Projeto de sociedade dos candidatos no debate eleitoral


Ciência Política. O debate político nesta campanha eleitoral municipal apontam três vertentes teóricas e de projeto políticos com estratégias específicas: os anarcos, os neocons, e os desenvolvimentistas. Analisando em detalhes os pronunciamentos dos candidatos, tendo como base de amostra os candidatos majoritários de 06 cidades do norte do Paraná(Londrina-Ibiporã, Cambé, Rolândia, Arapongas e Cornélio Procópio), acrescido da capital Curitiba, e São Paulo, percebemos o aglutinar de propostas e de reflexões nos debates sobre temas emblemáticos, explicitam projeto de sociedade. Os partidos aglutinam projetos a revelia dos discursos e prédicas, com excessão de alguns camaleões, metamorfoseado ou omminibus.

O projeto dos neo-conservadores condensam no primado da desigualdade natural, o darwinismo social e evolucionismo. A competição, o mercado, a ciência e a tecnologia são instrumentos de manutenção da Ordem na des-ordem natural da relação Capital-Trabalho. Pautar esse tema do capital-trabalho é retirar do cemitério assunto ideológico jaz enterrado, conforme os donos do poder ideológico dominante via 'mass média'.


O projeto dos anarcos advém do modelo de sociedade impossível na ordem do poder dominante, cuja construção opera-se pela destruição. Implicitamente des-constroem sem o poder e na algibeira não tem projeto para reconstruir. O fático cobre o utópico e viceversa. O PSTU e o Psol são expressões de tal crítica.

Os desenvolvimentistas, na pauta do realismo político da sociedade possível sob a luz da sociedade impossível, constroem uma mediação das mediações existenciais dotado de um 'utilitarismo político' que na costura do político com o econômico subjazem o ideológico. No Paraná o governo do Roberto Reguião traduz tal projeto, e a mídia, o judiciário (neocons) cercalizam e travam sua visualização e divulgação de idéias. O PT, o PDT, PCdoB transitam na ponte pela esquerda de que 'um novo mundo é possivel' e nesta mesma ponte o PSDB pela via a direita o novo mundo (Utopia) só é possível sem utopia da igualdade. Vale a pena ler o livro clássico de Franz Hinkelammert 'Crítica à razão utópica', 1983. Amém.