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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Seleção de Comunicadores - defesa dos direitos das crianças

Ciranda seleciona Comunicador(a)

A Ciranda - Central de Noticias dos Direitos da Infância e Adolescência (ONGS) está selecionando candidatos(as) para uma vaga de comunicador(a).
A contratação será realizada no âmbito do Projeto Comunicação como Ferramenta de Mobilização e Articulação para o Enfrentamento às Violências contra Crianças e Adolescentes - convênio 005/2012, firmando entre Ciranda e Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social e aprovado pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescentes.

Exigências:
-Graduação em Comunicação Social
-Experiência em produção de conteúdos
-Domínio de ferraementas Web
-Bom texto
-Disponibilidade.    Mais informações no site da Ciranda.

Candidatos(as) enviar currículo para a Ciranda até 10 de setembro (segunda-feira) para coordenacao@ciranda.org.br  Após avaliação do currículo serão feitas entrevistas dos pré-selecionados.


Governadores bloqueiam atualização salarial dos professores

Os governadores de Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Piaui, Roraima e Rio Grande do Sul entraram com ADIN - Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.848 contra o art. 5º da Lei nº 11.738 que trata da atualização monetária anual do piso nacional do Magistério.
O governadores que são:
- Neudo Ribeiro Campos(PP-RN);
- Wilson Nunes Martins (PSB-PI);
- Raimundo Colombo (PSD-SC);
- Andre Puccinelli (PMDB-MS)
- Tarso Genro (PT-RS)
propugnam que o Governo Federal está impondo (legislação) despesas para outro nível de governo. É um descompromisso com a educação.
A lei citada trata de mecanismo do Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica - do MEC) de atualização monetária, considerando que os recursos dos estados são complementados com os da União.
Os estados não comprovaram a incapacidade de pagar o piso nacional. Surpreende-me o Governo do RS (Governador Tarso Genro - PT) assumir tal posição, sendo que a bancada no Congresso apoiaram a inclusão no PNE(2012-2020) de10% do PIB ser destinado a educação.
Os rendimentos da educação no magistério convive com uma diferença salarial na comparação com as outras categorias no valor médio de 42% no Brasil. Educação de qualidade exige-se condições de vida para os trabalhadores da educação.

domingo, 19 de agosto de 2012

POLÍTICA E A ARTE DE MENTIR

É opinião muito difundida na sociedade – como senso comum – expressão da miséria política e cultural de um povo, de que “é essencial à arte política mentir, saber esconder astuciosamente as próprias opiniões verdadeiras e os verdadeiros fins para os quais nos orientamos, saber fazer com que se acredite no contrário do que realmente se quer, etc.”, afirma Gramsci, na obra Cadernos do Cárcere (Caderno 6. §12, 2011, p. 224).

O político não sobrevive sem a mentira. Tal assertiva falsa na observação no cotidiano das ações dos políticos o senso comum firma na naturalização. A ação do político sempre  representa interesses próprios e de terceiros. É preciso indagar: quais sãos os seus objetivos? A que a interesse defende? Para quem, grupo social, ou classe? Os interesses são públicos, coletivos ou privados, particular?  Há transparência ou são ocultos?
Preso, escreve o filósofo político italiano Antonio Gramsci, em 1930,
A opinião é tão enraizada e difundida que, ao se dizer a verdade, não se consegue crédito. Os italianos em geral são considerados, no exterior, mestres na arte de simulação e da dissimulação, etc. Lembrar a anedota judia: “Onde vai?”, pergunta Isaac a Benjamin. “A Cracóvia”, responde Benjamin!  “Mentiroso! Você diz que vai a Cracóvia para que eu acredite que vai Lemberg; mas eu sei muito bem que você está indo a Cracóvia: então, qual a necessidade de mentir?” Em política, pode-se falar de discrição, não de mentira no sentido mesquinho em que muitos pensam: na política de massa, dizer a verdade é precisamente uma necessidade política(GRAMSCI, 2011, p.224-5).

A política não é a arte de mentir, mas sim de dizer a verdade na construção de uma sociedade regulada, justa, democrática e solidária.





As classes dirigentes e dominantes burguesas disseminam por meio de seus aparelhos privados de hegemonia (família, escolas, universidades, igrejas, jornais, rádios, músicas, etc) a noção de política como algo imoral e aético.  Tais ideologias cimentam o domínio e hegemonia, pois afastam a participação política da massa e crescimento cultural, político e moral do bloco das classes subalternas. 

domingo, 12 de agosto de 2012

Advocacialização do curso de Direito


Este post é em memória aos meus amigos advogados ‘leitores contumazes adictos da revista Veja’ que a trata como bíblia ou alcorão. Várias faculdades de direito não formam profissionais para o pensamento crítico e transformador, mas reprodutor da desigualdade e do status quo, preso no mundo da necessidade-egoísta e não sonha com o mundo da liberdade para todos.



Veja, digo melhor, assista o vídeo com o prof. Pietro Dellova da Universidade Federal Fluminense, do blog  da Associação Juízes para a Democracia. http://www.ajd.org.br/multimidia_videos_ver.php?idConteudo=205

Reflita:
O que é o ensino do direito hoje? Qual o futuro do curso que formou a elite dirigente do país, e hoje não cumpre suas funções básicas de formação de pensamento crítico e transformador? 

domingo, 5 de agosto de 2012

É melhor o voto ou o fuzil?



Voltando ao passado para entender o presente e agir na construção do futuro: 

" Conquista-se o poder com um grande plebiscito. Vota-se com cédulas eleitorais ou com tiros de fuzil.  Manchete da Gazeta Polska, jornal polonês, em fevereiro de 1933. No primeiro é necessário contar com maioria dos pequenos; no segundo, com a minoria das grandes personalidades. Por que o 'tiro do fuzil" deve coincidir com grandes personalidades? [...]Frequentemente estas grandes personalidades são alistadas com poucas liras por dia, isto é, geralmente o fuzil é mais econômico do que a eleição, e isso é tudo. Depois do sufrágio universal, corromper o eleitor tornou-se um meio muito caro; com 20 liras e um fuzil, dispersam-se muitos eleitores."
   Tal texto disposto no 'Caderno do cárcere, vol. 3,  p.331,  de Antonio Gramsci, aponta o paradoxo entre democracia e poder.  Será que a democracia, a representação política no formato brasileiro é a possibilidade das classes subalternas, dirigida, dominada, governada tornar-se classe dirigente e construir uma sociedade regida pela uma vontade coletiva e cimentando como hegemonia?
Será que o uso do fuzil não é necessário na guerra de movimento? Os aparelhos privados de hegemonia(TV, jornais, igrejas, universidades, rádios, famílias, ongs, associações) atuam na superestrutura cimentando o poder econômico e político e re-articulam-se conforme a guerra de posições das classes dominadas.
A democracia é uma 'ilusão' para os donos da Casa Grande. Utiliza-os de tais valores quando lhes confere poder, e exclui quando há algo que ameaça.
Uma sociedade regulada (comunista) deve assentar na inalienabilidade do poder e na "soberania do trabalho não como uma classe particular, mas como condição universal da sociedade", afirma o filósofo húngaro Istvan Mészaros (in, Atualidade histórica  da ofensiva socialista, 2010, p.24). Mas a 'esperança é o sonho do homem acordado'(Aristóteles). As lutas nos microcosmos particulares de um sistema sempre exibem as características essenciais do macrocosmo. A estrutura institucional global determina o caráter de suas partes constituintes e vice-versa. As mudanças num componente particular será efêmero, a menos que circule, desdobre em canais do complexo institucional total, dando início as mudanças exigidas em que o ambiente está prenhe por mudanças.  Vamos as eleições neste ano de 2012, frente aos avanços social, econômico, político na sociedade brasileira e sulamericana. 

domingo, 15 de julho de 2012

Gaeco: combate ao crime organizado de Londrina e Curitiba - seletividade

Paulo Roberto  
É estranho que o aparelho de coerção do Estado - GAECO - de Londrina tem uma ação militante ativa no que tange aos agentes públicos - políticos - com denúncia de corrupção e por outro lado o GAECO de Curitiba apresenta-se ineficiente e e inoperante.  Por que? O GAECO de Londrina foi ousado e interferiu nas veias do poder de governo municipal (PDT). Prendeu agentes chaves do serviço público empresário de parco poder. Quebrou dois paradigmas no imaginário popular: a)- os donos do poder (mesmo parcial) e seus alcólitos não são molestados pela violência do Estado; b)- se preso de imediato serão liberados, pois 'ricos' não ficam em cadeia. Mas em Curitiba, isto não aconteceu. Por que? A mídia corporativa, que reproduz como satélite as idéias do PIG - Partido da Imprensa Golpista (sic) - nadou de braçada. Há um sentimento na população londrinense de que foi enganada. Há simulação e simulacro em tal fato social.
Por que em Curitiba o Gaeco não atua efetivamente e prende?  As evidências de corrupção, conforme denúncias divulgadas pela mídia, são mais proeminente. E o aparelho de coerção do Estado é morno. Hipótese do PDT de Londrina, do prefeito acusado: a ação do Gaeco é política partidária e não técnica. Em Londrina o grupo beneficiado é dos amigos da mídia dominante do PP e do PSDB. O último é do governo estadual nos aparelhos executivo e legislativo (Assembléia Estadual).
O advogado Karl Marx(1818-1883) afirmou na obra o Manifesto do Partido Comunista que o "Estado é o quartel general da classe dominante capitalista". E o pensado político italiano Antonio Gramsci (1891-1937) na obra Caderno do Cárcere destacou que o grupo dominante e dirigente tem como instrumento de força e consenso o Estado e a sociedade civil para cimentar o poderio econômico e político.

domingo, 24 de junho de 2012

O GOLPE NO PARAGUAI E O EUA




O golpe de Estado no Paraguai esconde o neocolonialismo norte americano assentado em três interesses:a)- militar/força-coerção com o aeroporto de Chaco para futura base militar; b)- econômico - fortalecer as transnacionais do agronegócio: Bunge, Cargil, Monsanto, etc; c)- político - combater no franco o poder hegemônico dos governos crescente de esquerda na América do Sul.  O próximo a ser derrubado será o governo da Nicaragua, considerando a fragilidade da base popular. Se o candidato de esquerda, Oblador, ganhar a próxima eleição no México a ação será mais incisiva.
No marco ideológico no Brasil a mídia das corporações antigas tenderá a distender a tensão entre o debate conservador x radicalismo. É possível utilizar o momento de debate cultural para politizar e divulgar as idéias de que um outro mundo é possível. A distensão, neste momento, leva a explicitação das diferenças, dos objetivos, posturas e práticas.

domingo, 17 de junho de 2012

Autoridade e liberdade na Educação

                                               Igor de Souza
Pais e professores deparamos no cotidiano filhos e alunos com problema de aprendizagem. Alguns assimilam facilmente os conteúdos, valores e princípios expostos, discutido e refletido com os filhos e educando. As vezes ocorre resistência. A não compreensão leva a dispersão, a conversa paralela, fuga e os ruídos nos processos de ensino-aprendizagem. Em geral, o educador tenta impor a sua autoridade para focar o discente no objetivo proposto inicial. Numa família composta por vários membros e na escola com duas ou três dezenas de alunos em sala  o professor  usa, para manter o objetivo inicial, da autoridade ou do  autoritarismo.  Qual o filete de medida entre uma postura e outra?
Leia o post  e reflita: 'Para Pensar a Relação Autoridade e Liberdade no ato de ensinar. http://antoniozai.wordpress.com/2012/06/16/para-pensar-a-relacao-autoridade-e-liberdade-na-educacao/

PNE: educação merece 10

                                                CNTE


O Plano Nacional de Educação que deveria ser aprovado em 2010 e ainda não foi pelo descaso dos parlamentares e governo. O PNE não resolve os problemas da Educação mas orienta o fazer da política pública na presente década.
O relator do Projeto de Lei 8.035/10, o paranaense deputado Angelo Vanhoni (PT), apresentou substitutivo e foi aprovado no dia 13/06 e falta aprovar os destaques parlamentares que deverá ocorrer no dia 26/06. Entre estes devem apreciar a proposta do percentual de 10% do PIB destinado a educação.
A destinação de 10% do PIB é essencial para, por exemplo, erradicar o analfabetismo literal e funcional; universalizar a demanda efetiva por creche e aumentar o correspondente custo aluno; expandir as matrículas de ensino integral (25% até o final da década é pouco!); ampliar a oferta de educação de jovens e adultos integrada à educação profissional, preservando o currículo humanístico desta modalidade de ensino; vincular o piso salarial nacional do magistério à meta 17 do PNE e garantir a regulamentação do piso e da carreira dos profissionais da educação, à luz do art. 206 da Constituição Federal, afirma a Confederação dos trabalhadores da educação - CNTE.
O relatório substitutivo do PL do PNE foi aprovado pela Comissão Parlamentar com 8% do PIB mas queremos chegar a 10% no investimento na Educação.
Sabemos que a educação não pode tudo, mas pode muita coisa. Afirmou Karl Marx ‘não é a consciência que muda a realidade, mas a realidade que muda a consciência, no prefácio da obra Contribuição a Crítica da Economia Política.
O projeto deve seguir imediatamente para o Senado, outro campo de batalha, donde os interesses de grupos de parlamentares de pensamento neoliberal tenta impor.