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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Aposta da Oposição em 2013: Quanto pior melhor!!!

Há uma aposta da oposição (DEM/PSDB - e peixes pequenos&parasitas) quanto a política econômica brasileira para 2013: quanto pior melhor. Afirma prof. André Singer (USP) " não por acaso, um cérebro tucano escreveu há poucos dias: "Quem sabe se, com os 'pibinos' se repetindo e a inflação continuando, o pais não resolve mudar de rumos nas eleições de 2014".
O moralismo político da sociedade tupiniguim brasileira não tolera tal ação. A oposição tenderá a mais fracasso em 2013.

Na política o homem do povo quer resultado - é pragmático. Enquanto o governo do PT continuar com os seus programas sociais beneficiando os pobres continuará no poder, no processo de revolução passiva. Considerando que a oposição, por questão de representação dos interesses de seu grupo social - a classe média alta e rica (com pensamento conservador e darwinismo social) - não consegue implementar políticas sociais populares sem deixar de serem cínicos. O PSDB é cínico, isto é, filosoficamente, é aquele que acredita que a retórica, o discurso e a argumentação vencerá a batalha, embora não acredita em sua fala. Por isso a prédica (fala) não corresponde a prática. E o homem do povo já sacou. A resposta são o lulismo e o dilmismo.
É preciso reforçar valores, pois não há como viver humanamente sem valores, afirma o filósofo Prof.  Leandro Konder - USP ( na obra Em torno de Marx, 2010).  O que se discute é "que valores eu adoto?".
Um outro mundo é possível e a política é uma das mediações. Em 2013 a política brasileira deve se firmar na hegemonia das classes populares com um governo trabalhista e não dos empresários.
O moralismo político da sociedade tupiniguim brasileira não tolera tal  ação. A oposição tenderá a mais um fracasso.



domingo, 16 de setembro de 2012

O roubo de 19 bilhões do povo paranaense

Leia o post do blog ÁguaVerde sobre o roubo no Banestado no governo Lerner. O governo Beto Richa é continuidade de tal política neoliberal.

O roubo de 19 bilhões do povo paranaense

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Escrito por Redação   
Ter, 17 de Julho de 2012 17:58

Neste artigo vamos recordar o roubo de 19 bilhões de reais dos cofres públicos do Paraná com a “quebra” do Banestado, durante o governo Jaime Lerner.
Todos se lembram que na época o Banestado era um dos bancos mais fortes e promissores do país, com 70 anos de trabalho financiando o progresso do nosso Estado. A “quebra” do Banestado foi um processo rápido, durante uma gestão do governo Lerner, e serviu para enriquecer quadrilhas organizadas e políticos de dentro e de fora do banco.
O Banestado foi quebrado numa espécie de “queima de arquivo” para esconder falcatruas e roubalheiras com o dinheiro público. Doleiros presos nos anos que se seguiram confessaram que entregavam dinheiro vivo, fruto da roubalheira, ao ex-governador e deputados da sua base de apoio na Assembléia Legislativa do Estado do Paraná.
Este caso precisa ser relembrado porque não foi devidamente tratado pela chamada “grande” imprensa, que em parte se beneficiou com a roubalheira através de valores milionários gastos pelo banco em publicidade.
Os dados aqui transcritos foram publicados no livro “Histórias sobre Corrupção e Ganância” do corajoso jornalista Wilson J. Gasino, baseado na CPI do Banestado instalada na Assembléia Legislativa sob a presidência do deputado Neivo Beraldin. Portanto, os fatos aqui publicados são reais, fruto de mais de seis meses de pesquisas na documentação levantada pela CPI.
Os paranaenses precisam saber desses fatos porque estão pagando a conta, até o ano de 2029. Dinheiro roubado que faz falta na construção de presídios (contratação de policiais) escolas, universidades, postos de saúde etc., está sendo usado para pagar o maior roubo da história do Paraná. E os ladrões – na maioria políticos - estão impunes, gastando o dinheiro roubado, rindo do povo paranaense e da Justiça, de quem roubaram essa grande fortuna.
Todo político corrupto sabe que uma das formas mais usadas para roubar dinheiro público é através da propaganda e publicidade. Algumas agências de propaganda se transformaram em “laranjas” de prefeitos, vereadores e governadores nas últimas décadas, porque é muito difícil determinar os custos das diferentes etapas de produção de material publicitário. Um anúncio em grande jornal, no formato de uma página, pode custar, apenas na produção, R$ 500,00 ou R$ 50.000,00, dependendo dos acertos entre os envolvidos no negócio.
A agência Heads, uma das principais agências de propaganda no governo Lerner, tinha como responsável pelas contas do governo, nada mais nada menos que o próprio genro do governador, Cláudio Hoffmann.
A partir de 1998 os gastos com propaganda e publicidade do Banestado dispararam. O Banestado gastava verdadeiras fortunas, muito mais que o Banespa (Banco do Estado de São Paulo), Banrisul, Banco do Estado do Rio Grande do Sul) entre outros. Na época foram indiciados, entre outros, o ex-secretário estadual de Comunicação Social Jaime Lechinski, o ex-presidente do Banestado Manoel Garcia Cid e o ex-assessor de comunicação social da presidência do banco, José Schlapak.
A ação pedia como medida liminar a indisponibilidade dos bens dos quatro réus, no que foi atendida pela juíza Josély Dittrich Ribas, da 3ª Vara da Fazenda Pública, Falências e Concordatas de Curitiba, no dia 29 de dezembro de 2003. Essa decisão se deu logo após o encerramento dos trabalhos da CPI do Banestado, cujo trabalho foi citado pelo Ministério Público no texto da propositura da ação.
O texto trazia detalhadamente uma série de irregularidades na condução dos gastos com publicidade do Banestado, mostrava o uso político dos recursos, a irresponsabilidade diante do problema de caixa do banco e o repasse de valores muito acima do cabível para fornecedores. Através de documentos e de depoimentos de ex-funcionários do Banestado que confirmaram esses abusos, o MP chegou a um valor de R$ 16.666.690,23 (à época) de prejuízos causados aos cofres do banco”.
A roubalheira no Banestado não parou por aí. O banco foi vendido ao Itaú, mas a dívida, o prejuízo, ficou para o povo paranaense, que vai pagar até 2029, e o Itaú ficou só com a parte boa.
E por falar em roubalheira do dinheiro público, porque os deputados envolvidos na roubalheira da Assembleia Legislativa do Paraná não estão presos?

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Política com a cara dos jovens estudantis - entrevista


A política, enquanto um agir orientado por uma vontade coletiva que represente os interesses da maioria da população, exige a participação da juventude, do movimento secundarista, visando a democratização da política.
No video anexo, vejo a presença de um jovem londrinense do PT, ANDRE GUIMARÃES, que alça asas para o alto na construção de uma hegemonia sob direção das classes subalternas e  DE UMA SOCIEDADE SOCIALISTA.
Veja a entrevista com a Camila Moreno - diretora da UNE. http://br.mg5.mail.yahoo.com/neo/launch


A crise política em Londrina e o retro da hegemonia do pensamento conservador

 A eleição em Londrina, 2012, revela as armas e os instrumentos ideológicos do pensamento conservador que busca ser hegemônico. Na arquitetura das idéias políticas Londrina convivia, desde os anos 1980 com cinco paredes coloridas com ideologias complementares e contrárias: a conservadora-tradicional; a liberal-progressista; neoliberal cínico; esquerda-fundamentalista pós moderna; esquerda social-desenvolvimentista. Com atuação no campo da sociedade política (Estado) e na sociedade civil tais grupos sociais dispunham de suas bandeiras conforme o grupo social representado e  integrado aos interesses cultural-moral, econômico e político. Rememorando, em Londrina, as esquerdas detinha nas décadas de 1980 e 1990 a hegemonia cultural. Perdeu totalmente com o ascenso ao governo municipal, não ao poder, Gestão Cheida(PT) e agora em outro partido (o PMDB).
Eu amo o que você faz


A utopia de uma sociedade justa e igualitária pervadia o imaginário das organizações estudantis (DCE), as igrejas de libertação (CEBs, movimento Fé & Política, as teologias – TdL e TR, e a CPT e MST), o movimento sindical incipiente e vitaminado com a vitória da oposição no Sindicato dos Bancários em 1984 e a constituinte(1987-88). Os aparelhos privados de hegemonia da burguesia e sequazes, segundo a visão gramsciana, seguia uma dualidade liberal de distensão frente a ação histórica e política da classe dos de baixo, considerando a estratégia política da ‘revolução prussiana’ da crítica marxiana.
O pensamento conservador-tradicional no final do século passado, em momento de refluxo e dissenso, é preciso submergir e sutilmente constituir forças. E a estratégia política foi de agregar força com o grupo social do pensamento neoliberal. O predomínio do primeiro sobre o segundo ocorreu no quadro do espaço moral-religioso, mas a tática do segundo com os instrumentos de coesão: simulação, simulacro, cinismo, plastificação iluminista, proporcionou-lhe domínio e controle no espaço do poder – e o fenômeno ‘richiano’ expressão do ‘lernismo oculto’. O objetivo de tal grupo é buscar o consentimento da massa para cimentar o domínio econômico de setores dominante na sociedade civil sob o ab-uso do fundo público.
A crítica à razão conservadora assenta no princípio de que a realidade denominada de precária não é imutável pelo poder das instituições sociais mas sim articulará com as outras dimensões da vida do ser humano, livre, autônomo e consciente.
As esquerdas londrinense, fruto do imobilismo e sombra de pessimismo que tomou conta no final do século passado, aborda a política e os atores políticos pela razão utilitarista benthaniamo, travestido de pragmatismo político de Maquiavel ou de Gramsci. O desenvolvimento da história deve ocorrer conforme o previsto, qualquer diferença é fruto de história com seu poder transcedente. A esquerda fundamentalista focado no modelo do estruturalismo e sistêmico, sombreado pelo idealismo hegeliano (a idéia é o real e o real é a idéia) e na bipolaridade do ‘materialismo’ bakunin-kantiano, crê na mudança histórica materialista da razão, cuja subjetividade é dominada por três dos sete pecados capitais. A esquerda utopista voluntarista cristã sobrevive na penumbra dos governos e poder como força supletiva, mas o juízo ético-moralizante ofusca e o embriaga turvando a leitura de realidade e a prática política espontaneísta, focado nos interesses da corporação religiosa negada&amada como prostituta do Bataclan ilheense. “A humanidade não se propõe nunca senão os problemas que ela pode resolver, ver-se-á, sempre, que o próprio problema só se apresenta quando as condições materiais para resolvê-lo existem ou estão em vias de existir”.
Os aparelhos privados ideológicos dominantes ou de hegemonia disseminam ‘agrotóxicos’ sobre o real e copta o segmento classe média sob o projeto de sociedade assentado na Desigualdade.  O populismo, enquanto expressão do pensamento liberal-progressista, cujo conteúdo é a retórica iluminista, assentado no mito da vanguarda rompante, tal como Pedro, o zelotas, ironizado por Jesus, ousou ameaçar autonomia frente ao poder das oligarquias encastelado nos aparelhos jurisconsultes, no presbitério pentecostal ululante e mídia nativa conservadora. A ação dos aliados neoliberais foi de cassação, expulsão, massacre e ‘procastelação’ dos populistas. A dúvida, o risco de ganho preterido das grandes corporações como Walmart, TLC&P e outras nas áreas de comércio, serviço, informática&telecomunicação e construção não é algo que se procastina, mas sim pune com ação da sociedade política cuja função é de coerção e violência na busca do consentimento, afirmou o jovem Marx em 1843 na obra ‘Crítica à filosofia do direito em Hegel’.
O pensamento conservador em posse e no manuseio dos aparelhos de repressão do Estado trina no céu, com os holofotes da mídia nativa, a mensagem – a hegemonia é necessária enquanto direção política de um projeto utópico de sociedade assentado no equilíbrio mercado, e exige sacrifícios e sangue dos grupos sociais vulneráveis. O poder cimentará no baseado no consenso e se necessário no puro exercício da força e da coersão. Os aderentes da razão utópica cristão, sujeitos na/da história, promoverão ações como reação. Qual será a ação histórica? Veremos.


[1] Professor de filosofia e sociologia na Faculdade Norte Paranaense - Uninorte, mestrando em Filosofia Contemporânea (UEL), sociólogo, especialista em políticas públicas, e-mail: joaquimpio@yahoo.com.br

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Seleção de Comunicadores - defesa dos direitos das crianças

Ciranda seleciona Comunicador(a)

A Ciranda - Central de Noticias dos Direitos da Infância e Adolescência (ONGS) está selecionando candidatos(as) para uma vaga de comunicador(a).
A contratação será realizada no âmbito do Projeto Comunicação como Ferramenta de Mobilização e Articulação para o Enfrentamento às Violências contra Crianças e Adolescentes - convênio 005/2012, firmando entre Ciranda e Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social e aprovado pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescentes.

Exigências:
-Graduação em Comunicação Social
-Experiência em produção de conteúdos
-Domínio de ferraementas Web
-Bom texto
-Disponibilidade.    Mais informações no site da Ciranda.

Candidatos(as) enviar currículo para a Ciranda até 10 de setembro (segunda-feira) para coordenacao@ciranda.org.br  Após avaliação do currículo serão feitas entrevistas dos pré-selecionados.


Governadores bloqueiam atualização salarial dos professores

Os governadores de Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Piaui, Roraima e Rio Grande do Sul entraram com ADIN - Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.848 contra o art. 5º da Lei nº 11.738 que trata da atualização monetária anual do piso nacional do Magistério.
O governadores que são:
- Neudo Ribeiro Campos(PP-RN);
- Wilson Nunes Martins (PSB-PI);
- Raimundo Colombo (PSD-SC);
- Andre Puccinelli (PMDB-MS)
- Tarso Genro (PT-RS)
propugnam que o Governo Federal está impondo (legislação) despesas para outro nível de governo. É um descompromisso com a educação.
A lei citada trata de mecanismo do Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica - do MEC) de atualização monetária, considerando que os recursos dos estados são complementados com os da União.
Os estados não comprovaram a incapacidade de pagar o piso nacional. Surpreende-me o Governo do RS (Governador Tarso Genro - PT) assumir tal posição, sendo que a bancada no Congresso apoiaram a inclusão no PNE(2012-2020) de10% do PIB ser destinado a educação.
Os rendimentos da educação no magistério convive com uma diferença salarial na comparação com as outras categorias no valor médio de 42% no Brasil. Educação de qualidade exige-se condições de vida para os trabalhadores da educação.

domingo, 19 de agosto de 2012

POLÍTICA E A ARTE DE MENTIR

É opinião muito difundida na sociedade – como senso comum – expressão da miséria política e cultural de um povo, de que “é essencial à arte política mentir, saber esconder astuciosamente as próprias opiniões verdadeiras e os verdadeiros fins para os quais nos orientamos, saber fazer com que se acredite no contrário do que realmente se quer, etc.”, afirma Gramsci, na obra Cadernos do Cárcere (Caderno 6. §12, 2011, p. 224).

O político não sobrevive sem a mentira. Tal assertiva falsa na observação no cotidiano das ações dos políticos o senso comum firma na naturalização. A ação do político sempre  representa interesses próprios e de terceiros. É preciso indagar: quais sãos os seus objetivos? A que a interesse defende? Para quem, grupo social, ou classe? Os interesses são públicos, coletivos ou privados, particular?  Há transparência ou são ocultos?
Preso, escreve o filósofo político italiano Antonio Gramsci, em 1930,
A opinião é tão enraizada e difundida que, ao se dizer a verdade, não se consegue crédito. Os italianos em geral são considerados, no exterior, mestres na arte de simulação e da dissimulação, etc. Lembrar a anedota judia: “Onde vai?”, pergunta Isaac a Benjamin. “A Cracóvia”, responde Benjamin!  “Mentiroso! Você diz que vai a Cracóvia para que eu acredite que vai Lemberg; mas eu sei muito bem que você está indo a Cracóvia: então, qual a necessidade de mentir?” Em política, pode-se falar de discrição, não de mentira no sentido mesquinho em que muitos pensam: na política de massa, dizer a verdade é precisamente uma necessidade política(GRAMSCI, 2011, p.224-5).

A política não é a arte de mentir, mas sim de dizer a verdade na construção de uma sociedade regulada, justa, democrática e solidária.





As classes dirigentes e dominantes burguesas disseminam por meio de seus aparelhos privados de hegemonia (família, escolas, universidades, igrejas, jornais, rádios, músicas, etc) a noção de política como algo imoral e aético.  Tais ideologias cimentam o domínio e hegemonia, pois afastam a participação política da massa e crescimento cultural, político e moral do bloco das classes subalternas. 

domingo, 12 de agosto de 2012

Advocacialização do curso de Direito


Este post é em memória aos meus amigos advogados ‘leitores contumazes adictos da revista Veja’ que a trata como bíblia ou alcorão. Várias faculdades de direito não formam profissionais para o pensamento crítico e transformador, mas reprodutor da desigualdade e do status quo, preso no mundo da necessidade-egoísta e não sonha com o mundo da liberdade para todos.



Veja, digo melhor, assista o vídeo com o prof. Pietro Dellova da Universidade Federal Fluminense, do blog  da Associação Juízes para a Democracia. http://www.ajd.org.br/multimidia_videos_ver.php?idConteudo=205

Reflita:
O que é o ensino do direito hoje? Qual o futuro do curso que formou a elite dirigente do país, e hoje não cumpre suas funções básicas de formação de pensamento crítico e transformador? 

domingo, 5 de agosto de 2012

É melhor o voto ou o fuzil?



Voltando ao passado para entender o presente e agir na construção do futuro: 

" Conquista-se o poder com um grande plebiscito. Vota-se com cédulas eleitorais ou com tiros de fuzil.  Manchete da Gazeta Polska, jornal polonês, em fevereiro de 1933. No primeiro é necessário contar com maioria dos pequenos; no segundo, com a minoria das grandes personalidades. Por que o 'tiro do fuzil" deve coincidir com grandes personalidades? [...]Frequentemente estas grandes personalidades são alistadas com poucas liras por dia, isto é, geralmente o fuzil é mais econômico do que a eleição, e isso é tudo. Depois do sufrágio universal, corromper o eleitor tornou-se um meio muito caro; com 20 liras e um fuzil, dispersam-se muitos eleitores."
   Tal texto disposto no 'Caderno do cárcere, vol. 3,  p.331,  de Antonio Gramsci, aponta o paradoxo entre democracia e poder.  Será que a democracia, a representação política no formato brasileiro é a possibilidade das classes subalternas, dirigida, dominada, governada tornar-se classe dirigente e construir uma sociedade regida pela uma vontade coletiva e cimentando como hegemonia?
Será que o uso do fuzil não é necessário na guerra de movimento? Os aparelhos privados de hegemonia(TV, jornais, igrejas, universidades, rádios, famílias, ongs, associações) atuam na superestrutura cimentando o poder econômico e político e re-articulam-se conforme a guerra de posições das classes dominadas.
A democracia é uma 'ilusão' para os donos da Casa Grande. Utiliza-os de tais valores quando lhes confere poder, e exclui quando há algo que ameaça.
Uma sociedade regulada (comunista) deve assentar na inalienabilidade do poder e na "soberania do trabalho não como uma classe particular, mas como condição universal da sociedade", afirma o filósofo húngaro Istvan Mészaros (in, Atualidade histórica  da ofensiva socialista, 2010, p.24). Mas a 'esperança é o sonho do homem acordado'(Aristóteles). As lutas nos microcosmos particulares de um sistema sempre exibem as características essenciais do macrocosmo. A estrutura institucional global determina o caráter de suas partes constituintes e vice-versa. As mudanças num componente particular será efêmero, a menos que circule, desdobre em canais do complexo institucional total, dando início as mudanças exigidas em que o ambiente está prenhe por mudanças.  Vamos as eleições neste ano de 2012, frente aos avanços social, econômico, político na sociedade brasileira e sulamericana.