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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

SP - 'loucademia de polícia x policia' e o ex-presidente do futuro.

O 'ex-presidente do futuro' - Jose Serra, cometeu alguns erros táticos e estratégicos ao expressar não saber Negociar com movimentos sociais e sindicais. São atores políticos que merecem respeito, veja comentário no site do Nassif.

'A falta de cintura de Serra
A posição do governador José Serra na greve dos policiais civis, repetindo o comportamento na greve da USP, demonstra que precisará avançar muito se quiser ser o candidato da conciliação.
Nos últimos 15 anos, o país foi governado por dois conciliadores, FHC e Lula. É condição imprescindível. Em guerra, o país se torna ingovernável, como demonstra o governo Fernando Collor.
Serra tem uma dificuldade invencível em negociar sob pressão. E sempre tem uma explicação para qualquer movimento: é político e coordenado pelo PT. Que seja! Isso é uma explicação, não uma justificativa para a falta de ação do governo. Todo movimento, meramente reivindicativo ou com motivação política, cresce com a intransigência dos governantes em negociar.
É sabido que a Polícia Civil de São Paulo tem salários baixos. Um aceno, de uma política de cargos e salários que repusesse o valor a médio prazo, bastaria para conter eventuais radicalismos do movimento.
No confronto, não tem ganhadores. Se cede, o governo do Estado é derrotado. Se não cede, a população terá que ser atendida por uma Polícia Civil derrotada e humilhada.
A continuar nessa miopia, sua candidatura será a do confronto. E, se vitorioso, seu governo será de quatro anos de guerra.
Agora, é evidente que policiais armados caminhando em direção ao Palácio Bandeirantes é um abuso. Depois que a situação chegou onde chegou, não havia alternativas. Mesmo tendo razão em suas reivindicações, os policiais que foram armados à manifestação precisarão ser devidamente enquadrados.
Por Luiz Eduardo
Enquanto o Serra dá mais uma prova da falta de jogo de cintura, o Aécio, em resposta à Dora Kramer, que o criticara pela aliança com o PT em BH (um "truque engendrado"), revela uma abertura que, sendo sincera e perseguida com coerência e "jogo de cintura", só faria bem ao país. Como tenho o mau hábito de acreditar na boa-fé das pessoas até prova em contrário, creio na dele. Segue um apanhado da resposta.
"[Defendo] a crença de que devemos trabalhar pela criação de uma convergência, mais ampla, de centro-esquerda, capaz de garantir as condições para a realização das reformas que o País aguarda há tanto tempo.
"Acredito, sim, que existem identidades entre setores do PSDB e do PT que, se explicitadas, podem contribuir para a criação de um novo ambiente político. Acredito que precisamos romper com um maniqueísmo mesquinho que domina a cena política atual, no qual um partido se opõe necessariamente ao outro pautado, muitas vezes, apenas por uma lógica de alternância de poder.
Nunca pretendi, como você disse, a "convergência total", até porque isso seria tão artificial quanto autoritário.
Nunca defendi a anulação das divergências políticas do debate nem a fusão dos partidos... Defendo que as diferenças políticas e partidárias permaneçam claras. Mas defendo também que sejamos capazes, em nome do País, de identificar e aprofundar nossas semelhanças ao invés de apostar apenas em aprofundar as nossas diferenças." Clique aqui
Por Ivanisa
Há uma grande liderança que não está sendo lembrada. Para evitar confrontos, que acabam por afetar a população paulistana, é preciso ter dos dois lados negociadores experientes, que não têm preconceitos, que reconhecem a representatividade dos movimentos grevistas e suas pautas. É surpreendente que um governador que foi presidente da UNE não tenha se preparado para a negociação.
O Presidente da CUT, Artur Henrique, é uma liderança preparada para o diálogo e o Secretário de Governo, Aloisio Nunes Ferreira, também. Se houve confronto é porque os ocupantes da máquina pública do Estado de São Paulo não conseguem mais ter visão de conjunto, estão mais preocupados com estratégias eleitorais, ao acusarem centrais sindicais.
Movimentos sindicais e sociais não nascem de um dia para o outro, mas se formam e se fortalecem sobre reivindicações justas e são muito representativos. Estudam, debatem, têm uma formação teórica e prática que os preparam para a conquista de direitos sociais. Têm uma função fundamental para o processo de democratização do país. Não é um gestor que toma a iniciativa. É preciso que a sociedade organizada represente os direitos de trabalhadores e cidadãos e se manifeste com liberdade. O impedimento de aproximação ao Palácio gera confronto, o policiamento ostensivo gera confronto. Aloísio Nunes Ferreira sabe disso. A mídia em nosso país ainda não está acostumada a valorizar os movimentos sindicais e sociais, enxerga-os como adversários. Do que e de quem?'

domingo, 12 de outubro de 2008

Os jornais estão perdendo a racionalidade. É triste!!!

Ao ler a Folha de Londrina e a revista parceira - indignado - enviei a seguinte mensagem para o Portal Bonde, do jornal. Os jornais estão perdendo a sua credibilidade. Data 13/10/2008 - 00:45

'O sol é o melhor desinfetante'.

"Este é o meu primeiro acesso a "Revista Capital" e saio com a impressão que a imprensa é tucana. Não sou filiado a nenhum partido, sou professor universitário, mas ao ler a home da revista vejo que apresentam os tucanos com imagem positiva - 'do bem', e os opositores 'Dilma, Lula, Tarso -Rolando Lero - e "velho" Antonio Belinati' (candidato a prefeito de Londrina) com imagem negativa. Um jornal panfletário - parcial - perde a credibilidade com o leitor. Ideologia não é possível viabiliza-la com tamanha contradição, expressando interesses de classes. Um jornal e a profissão de jornalista na mesma identidade que 'profissional do sexo' é triste para não dizer frágil e expoe o péssimo comerciante. Ou o mesmo fez a opção profissional acima citada."

A mensagem será editado pelo jornal/revista? Vou aguardar.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Política: dissimulam projetos e interesses.


Política & Eleição. Assistindo o debate na TV dos candidatos prefeituráveis nos municípios de médio porte percebo três variáveis em conexões: 1. identidade; 2.demanda; 3.negação. Os candidatos ao cargo majoritário municipal são agrupados em defensores da ordem desigual (os trochas); os mantenedores (os biguás); e os mudancistas (os 'zelotes'). Os últimos identificam com os detratores da ordem na desordem. O anti-Estado deve corroer o Estado e construir metafísicamente o Estado transcedente. O do meio foca no Estado a revelia dos outros atores da sociedade civil pois está em estágio de endoginia. Por último, o primeiro na defesa do dogma da liberdade e da desigualdade orgânica e natural, com impossibilidade de tornar factível o possível, identidade firma nos interesses da sociedade civil, isto é, particular. O indivíduo é superior que a coletividade. A multidão e ignara.
2. A demanda delimitada pelos candidatos, enquanto necessidade do 'outro', ocorre no universo da factibilidade. Os candidatos do PT e do PMDB caminham na mesma ponte mas com camisetas diferente. O dualismo do olhar tucano e pefellista (demo) estão meclados por um vel de fel. O desejo do 'outro' é do outro, por isso é apenas um objeto que subjetivamente utilizo como meio para satisfação do meu desejo - desejo de poder.
3. A negação. No distanciamento entre o lugar social dos candidatos e o olhar ocorre o destinatário do fazer político há uma negação do sujeito e objeto e do objeto, na condição de sujeito, descarta o objeto (sujeito). Objetivamente a negatividade produz uma negação da negação. O ínclito político não percebe objetivamente o outro. A ação social com relação a valores (Weber) subjaz sem sentido e motivos racionais. O antagonismo (implícito) entre os projetos político macros não aparecem devido a negação da negação e tudo se torna um simulacro.
As conexões entre a identidade, demanda e negação dos candidatos prefeituráves nos médios municípios do sul do Brasil ocorrem na dissimulação de poder grupal, efêmero e momentâneo. Por outro lado escondem, inconscientemente, projetos antagônicos de sociedade possível, tal como se expressam os grupos representados nos governos dos estados norte-americanos, aliados e britânico; os dos sul-americanos (Brasil, Argentina, Venezuela, Bolivia, Equador, etc); os europeus, os orientais, russos, etc. A representação política representa interesses de classes, só não percebe quem não quer ver.

domingo, 21 de setembro de 2008

Projeto de sociedade dos candidatos no debate eleitoral


Ciência Política. O debate político nesta campanha eleitoral municipal apontam três vertentes teóricas e de projeto políticos com estratégias específicas: os anarcos, os neocons, e os desenvolvimentistas. Analisando em detalhes os pronunciamentos dos candidatos, tendo como base de amostra os candidatos majoritários de 06 cidades do norte do Paraná(Londrina-Ibiporã, Cambé, Rolândia, Arapongas e Cornélio Procópio), acrescido da capital Curitiba, e São Paulo, percebemos o aglutinar de propostas e de reflexões nos debates sobre temas emblemáticos, explicitam projeto de sociedade. Os partidos aglutinam projetos a revelia dos discursos e prédicas, com excessão de alguns camaleões, metamorfoseado ou omminibus.

O projeto dos neo-conservadores condensam no primado da desigualdade natural, o darwinismo social e evolucionismo. A competição, o mercado, a ciência e a tecnologia são instrumentos de manutenção da Ordem na des-ordem natural da relação Capital-Trabalho. Pautar esse tema do capital-trabalho é retirar do cemitério assunto ideológico jaz enterrado, conforme os donos do poder ideológico dominante via 'mass média'.


O projeto dos anarcos advém do modelo de sociedade impossível na ordem do poder dominante, cuja construção opera-se pela destruição. Implicitamente des-constroem sem o poder e na algibeira não tem projeto para reconstruir. O fático cobre o utópico e viceversa. O PSTU e o Psol são expressões de tal crítica.

Os desenvolvimentistas, na pauta do realismo político da sociedade possível sob a luz da sociedade impossível, constroem uma mediação das mediações existenciais dotado de um 'utilitarismo político' que na costura do político com o econômico subjazem o ideológico. No Paraná o governo do Roberto Reguião traduz tal projeto, e a mídia, o judiciário (neocons) cercalizam e travam sua visualização e divulgação de idéias. O PT, o PDT, PCdoB transitam na ponte pela esquerda de que 'um novo mundo é possivel' e nesta mesma ponte o PSDB pela via a direita o novo mundo (Utopia) só é possível sem utopia da igualdade. Vale a pena ler o livro clássico de Franz Hinkelammert 'Crítica à razão utópica', 1983. Amém.

sábado, 20 de setembro de 2008

Ausência de lógica na política


Filosofia e política. A lógica é um instrumento da filosofia na produção de idéias e conceitos. Alguns animais bípede e implume no mundo da política brasileira produzem 'excrements' que vaza pela boca. O nobre deputado Maia (RN) ao tratar sobre a possibilidade de Lula retornar o Diretor da PF, Paulo Lacerda, ao cargo, como um atentado a lógica.
http://www.uol.com.br/
Veja.19/09/2008 - 15h13
Líderes da oposição criticam eventual retorno de Lacerda à direção da Abin

GABRIELA GUERREIROda Folha Online, em BrasíliaKEYLA VIANA DIAScolaboração para a Folha Online, em Brasília
Líderes da oposição criticaram nesta sexta-feira o eventual retorno de Paulo Lacerda para a direção-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) depois que laudo da Polícia Federal mostrou que equipamentos da agência não têm capacidade de realizar escutas telefônicas.
17.set.2008/Folha Imagem

Lula afastou Lacerda e a cúpula da Abin após denúncias de grampos ilegais
O presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ), afirmou que a readmissão de Lacerda no comando da Abin representa um "golpe à segurança jurídica do país".
"O delegado Paulo Lacerda e os demais diretores foram afastados porque o ministro da Defesa acusou a Abin de ter adquirido maletas que permitem escutas clandestinas, embora a agência não tenha autorização legal para grampear telefones. Além disso, a diretoria cedeu 52 agentes de forma irregular para a Polícia Federal que participaram de grampos ilegais de conversas telefônicas de deputados, senadores e de autoridades do Poder Judiciário", afirmou o democrata.
Segundo Maia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pode "readmitir suspeitos como se nada tivesse acontecido". O partido promete ingressar com ações na Justiça e no Congresso caso o governo reconduza a diretoria afastada da Abin aos cargos. "O DEM não aceita que este governo continue afrontando as regras democráticas e o Estado de Direito", disse Maia.


No desespero atira-se para qualquer lugar.

sábado, 13 de setembro de 2008

a Des-razão e a utopia ou saudosismo

Na décadade 80 caminhei por ambientes e comunidades rurais na caldeira de movimentos sociais - como agente histórico - na assessoria da Comissão Pastoral da Terra do PR, junto aos 'esfarrapados do mundo' levando na picuá a utopia - 'um novo mundo é possível' explicitado na década de 2000. O utopismo cristão - Reino de Deus - e prática de libertação dos oprimidos produziram pequenas idiossincracias e grandes agentes históricos, lideranças comunitárias com éticas, e articuladores e defensores da vida. Os municípios do Paraná que tem lideranças com ações políticas relevantes e sustentáveis são exatamente onde atuamos.

É triste ler nas entrelinhas das noticias o racismo ascendente na Europa e América, o trabalho escravo e infantil com a legitimação do 'ética protestante e o espírito do capitalismo', e mercantilização da 'mulher' e sua competição indógena gênero, destruição do poder educativo da família e sua transferência de competência e responsabilidade, por parte dos pais para a escola ou Estado. A saúde púbica ou privada tornou-se um serviço secundário. A complexidade das estruturas e burocracias dos organismo públicos reguladores tornaram acomodação do sociedade civil.

O seqguestro do linguagem do consenso e da hegemonia na ótica da maioria, na linguagem freiriano, foi esquecida, clique aqui artigo na revista Carta Maior aborda a questão.

Olhar neoliberal sobre o atentados na Bolivia

Quando os governos de esquerda reagem a ações políticas de direita é considerado 'populismo', ou radicalismo, mas se não reage e negocia com movimentos sociais é considerado de froucho. O jornalista 'demitido' da Globo, Alexandre Garcia, com parcialidade comenta a ação de Evo Morales e Hugo Chaves em expulsar os embaixadores americanos por apoio a atividade terroristas. Clique ali e veja o video.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Emprego, política e politicagem


"As pequenas empresas geram mais emprego", manchete de um ínclito azulamarelo jornal norte paranaense, neste 11/09/2008. Vejo rotineiramente debate dos candidatos preanunciando isenção de impostos e concessão de imóvel para grandes empresas que se aportarem nos municípios no processo de criação de emprego. Se as pequenas geram mais emprego, a não-contradição lógica, por que financiar, subsidiar empresa de grande porte? Hipótese: estas dispoem de capital de giro inicial de fácil apoio político, vide quem financiam as campanhas políticas. Desconfiem destes discursos políticos eleitoreiros que escondem o ovo do galo.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

O Senado refém dos interesses de uma classe (dominante)


O Senado discutiu sobre normas e regras regulando ações das policias na escuta telefônica, da internet e outros meios, dito grampo. É a discussão sobre a interferência do Estado na privacidade do indivíduo. Vale destacar o discurso do Senador Pedro Simon (PMDB-RS) que perguntou: por quê estamos discutindo esse PL (Jarbas Vasconcelos) oriundo do STF. O povão não está incluso neste debate, mas sim a defesa das autoridades e do banqueiro, Daniel Dantas. O foco do debate era a ABIN. A Veja que denunciou sem prova, o Supremo presidente (STF) e o Senador Demóstenes Torres que acusam a ABIN, sem prova, não foram objeto de debate.


Veja a, ou melhor, Olhe o post do PHA clique em que o delegado da PF P. Queiróz fundamenta o pedido de escuta telefônica.